sem idéia, republico sobre falta do que escrever

Todo mundo ta brasileiro de saber que pra escrever basta uma idéia na cabeça e um lápis na mão. Como diz o Paulo Neruda “Escrever é fácil, você começa com a letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias”.

É fascinante um texto terminado. Ver as idéias materializadas na tela do PC ou no papel. É indescritível olhar para tela e saber que tem muito a escrever.

O problema é quando nos faltam as idéias. Agora por exemplo. Estou numa ânsia danada para escrever. Escrever o que? Não sei. E quando me faltam idéias eu tenho um recurso infalível. Escrever sobre a falta de idéias.

O problema vai se complicando a cada texto com essa temática. Já são seis de minha autoria.

Na sala de computadores da faculdade fico olhando pra longe da realidade. O problema é quando tem pessoas perto da minha realidade e não as percebo. Agora por exemplo, me dei conta que tem duas calouras na minha frente achando que estou paquerando-as.

Em fim, aqui estou escrevendo mais uma pérola do fundo do rio São Francisco. E antes que seja processado por assédio sexual, ponto final.

publicado originalmente em 23/07/07 no Recanto das Letras

O Orkut e eu

Mais uma vez vou falar deste instrumento que uni pessoas distantes. O problema é quando os distantes não se acham mais distantes.

Aí, você abre o dito cujo, na esperança de encontrar um recado - eu disse um recado, não aquelas mensagens que mandamos pra todos os amigos – e neca de pitiriba.

Abre os perfis amigos, manda alguma coisa. Fecha, vai fazer outra atividade, pode ser no computador mesmo. Retornar a olhar a página de recado, e nada. Só as mensagens automáticas, que às vezes são vírus.

Nesses dias o Orkut só me tem pouca utilidade, que se não fosse essa utilidade, já teria cometido orkuticídio: olhar os aniversariantes do dia.

De todo caso leia este texto que fiz sobre esta atividade, desejar felicidades graças ao Orkut. É só clicar aqui.

O discurso do crente

Seria a primeira vez que o crente, como é chamado, iria passar ano no povoado Caixa D’água, em uma cidade qualquer. O vento noturno levantava a poeira da rua sem pavimento. A lua se se encostava às nuvens, não queria de toda ser vista.

Então, o líder do povoado, chamou o crente e lhe intimou um discurso. Teria que ser curto. Rápido, porque ele falaria dois minutos ante do ano que morria. E ninguém queria cumprimentar o novo ano com discursos.

Na primeira vista, o crente quis imitar a lua, mas não tinha autoridade lunar. Soltando pela boca todo o nervosismo, fazendo a mesma tremer freneticamente, então, começou a matutar seu pequeno discurso.

Pensou. Sua fala deveria conter um agradecimento pelo ano que passou e a esperança de um próspero ano novo. Ensaiou umas frases de efeito, mas achou que perderia o efeito se esquece na hora. Lembrou de um poema, mas, com o nervosismo, a rima poderia descompassá-lo.

Pelo alto falante, ouviu o líder discursar: “hoje, quem fará o discurso anual será o crente, cidadão que ganhamos este ano”. O vento noturno deixou de lado a poeira e passou arrepiar os poucos cabelos da cabeça do crente. “Vamos! O ano está acabando!”, chamou o líder.

“Glória a Deus pelo ano que passou e pelo que vem!”, falou com voz tremula. Os olhos começaram a arregalar com a recepção. Todos o aplaudiam em pé. “Falou pouco, mas falou bonito!” elogiou o líder, já em 2009.

Joaoaquila.com deseja a todos um feliz ano novo!

Texto só ano que vem

Meus leitores, o ano está acabando. Talvez você esteja lendo este post já em 2009, mas aí já é desmoralização. Como é que você não abre meu blog no último dia?

Este ano foi de uma generosidade para cronistas. Não tivemos o que reclamar principalmente no que tange a idéias. Idéias, como tivemos!

Os EUA elegendo um presidente negro; Vasco caindo, Corinthians subindo; dengue voltou a matar; Floro Calheiros foi preso, mas voltou a fugir sem dar um tiro se quer; entre outras benévolas deste ano inspirador.

Hoje é o último dia de 2008 e pela primeira vez vou passar o réveillon longe de casa, dos meus pais, minha noiva. Passar o ano em Aracaju não foi uma coisa que me agradou. Mas já sofro as conseqüências da minha profissão. Notícia não tira folga.

Então, me permita desabafar. Buááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááá, buááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááááá!

Desabafado, feliz ano novo a todos! Texto agora, só ano que vem. Ah! Antes que me esqueça, teremos um blog novo também. Inté lá!

Estágio

Como prometido, conto-lhes as novidades. Até 10 de dezembro era estagiário no Portal Emsergipe.com. Bom portal por sinal. Chefiados por Joelma Gonçalves, eu, Fredson Navarro, Denise Gomes e Karine Barbosa, colocávamos notícias o dia todo. Mas meu contrato de estágio acabou.

Ao contrário das outras profissões, jornalista tem uma legislação diferente. Primeiro, não existem técnicos em jornalismo. Segundo, essa já é uma regra da faculdade acordados com o Sindicato dos Jornalistas em Sergipe, estagiários não podem treinar mais de um ano na mesma empresa.

Resultado, demitido!

Mas não fiquei nesta incomoda posição mais que oito dias. Graças a amigos como Thiago Barbosa e Eron Ribeiro recebi propostas da TV Aperipê e do novo portal do Grupo Atalaia de Comunicações.

Como queria trabalhar em ramo diferente da comunicação, aceitei estagiar como produtor na TV pública de Sergipe. Uma mudança radical! De Portal e até de rádio entendo um pouco, mas fazer televisão meu nome passa a ser José Mané Tabaréu da Silva.

De web-jornalista à tele-jornalista. Duas coisas são certas: continuo como estagiário até junho de 2009 e não arredo o pé deste blog.