Sempre fui a favor da divisão do Estado da Bahia em dois. Ao sul, o Estado de Santa Cruz; a oeste, o Estado de São Francisco. Com certeza esta divisão iria fortalecer a economia local, além de ser um peso a menos para as autoridades de Salvador.
Mas a divisão não veio. E por conta disto sou baiano. De Itabuna, que seria a capital do Estado de Santa Cruz, mas baiano. Mesmo que não fosse, caso os estados tivesse sido criado, uma coisa é inegável da Bahia: ela tem história.
O grande marco, que os historiadores e cientistas políticos do sudeste tentam apagar da biografia do Brasil, é o 2 de Julho. Foi neste dia, em 1823, que as tropas brasileiras conseguiram expulsar os soldados portugueses, que mesmo com a declaração da Independência, insistia em explorar a nossa terra.
E não era só na Bahia não! Mas foi na primeira capital do Brasil que realmente a Independência do Brasil aconteceu. Se Dom Pedro declarou a Independência, os baianos obedeceram à ordem e foram à luta.
Esta data é tão importante, que, para acontecer uma mulher lutou com muita raça. Maria Quitéria vestiu uma roupa que muitos não queriam vestir, pegou em uma arma que alguns têm medo de pegar e percorreu caminhos que homens não ousaram trilhar.
E venceu! O Brasil, representado pelos baianos, colocou os portugueses de volta pro Velho Mundo. Graças à luta ocorrida há 186 anos, o Brasil pode ser considerado Independente. Deveria ser feriado nacional. O Brasil não reconhece, mas tudo bem!
No dia 7 de Setembro, comemoramos também. Mas é dias como hoje, 2 de Julho, que nos sentimos independentes de Portugal.
Conheça a história do 2 de Julho clicando AQUI.

Minha crônica sobre a conquista Brasileira na Copa das Confederações fazia referência ao futebol canarinho com o poder de um leão. Agora, o líder desta conquista brasileira muda de mala e cuia da Itália para a Espanha. Alguma dúvida de que o cara irá brilhar?

